Em busca da hegemonia perdida no Brasil

A seleção espanhola dispensa qualquer apresentação. Chega à Rússia com vários títulos internacionais 'no bolso' mas com a pressão de tentar mostrar mais do que mostrou nas duas últimas presenças em grandes competições (caiu na fase de grupos no último Mundial e nos oitavos no Euro 2016). Sob o comando de Julen Lopetegui, La Roja quererá certamente recuperar os níveis de brilhantismo que levaram à hegemonia internacional entre 2008 e 2012.

O CALENDÁRIO

Com um duelo ibérico a abrir o grupo B, a 15 de junho, a seleção espanhola mede depois forças com Irão (20 de junho) e Marrocos (25 de junho). Não passar a fase de grupos é, entre as hostes de nuestros hermanos, um cenário que não se põe sequer em cima da mesa, sob risco de não se apagar a pálida imagem deixada no Brasil'2014, onde La Roja caiu com estrondo num grupo com Holanda, Chile e Austrália.

Duas derrotas frente a Holanda (1-5) e Chile (0-2) ditaram o adeus da então campeã mundial Espanha logo na fase de grupos

Duas derrotas frente a Holanda (1-5) e Chile (0-2) ditaram o adeus da então campeã mundial Espanha logo na fase de grupos

Michael Dalder

Apesar de não ter feito muito melhor no Euro 2016 (foi eliminada nos oitavos de final), este é um 'esqueleto' não muito diferente daquele que levou a seleção espanhola à glória internacional, com as inéditas conquistas consecutivas dos Europeus de 2008 e 2012 e do Mundial 2010. Resta saber se a parceria entre a nova vaga de craques, como Marco Asensio, Isco ou Lucas Vázquez, e as estrelas de sempre - Iniesta, Piqué e Sergio Ramos - poderá representar uma fórmula de sucesso, sob o comando de Lopetegui, o ex-treinador do FC Porto que já conta no currículo com títulos internacionais nas camadas jovens de Espanha.

Juan Medina

O HISTÓRICO

O apogeu da participação espanhola em 14 campeonatos do mundo deu-se em 2010, na África do Sul. A conquista do título mundial, há tanto ambicionado, completou um palmarés onde já figuravam dois (agora três) títulos europeus (1964, 2008 e 2012) e um título olímpico (1992).

Iniesta marcou o golo que deu o título à "La Roja", aos 117 minutos do prolongamento da final frente à Holanda

Iniesta marcou o golo que deu o título à "La Roja", aos 117 minutos do prolongamento da final frente à Holanda

Jerry Lampen

Eddie Keogh

Em oito anos, muita coisa mudou. 'Sobrevive' uma pequena percentagem do plantel e é já sob um novo comando técnico, após nove anos com Vicente del Bosque na liderança, que "La Roja" quer recuperar um prestígio que não está assim tão distante no tempo.

A FIGURA - SERGIO RAMOS

A posição em que joga - defesa central - não é das mais abonadas quando chega a hora de atribuir prémios FIFA ou Bolas de Ouro. Mas não é por isso que Sergio Ramos não merece uma distinção particular.

O "Churu" - alcunha pela qual é conhecido entre os colegas de equipa no Real Madrid - esteve nos altos e baixos das últimas campanhas internacionais da seleção espanhola.

O central espanhol desempanhou um papel importante na conquista do Mundial 2010

O central espanhol desempanhou um papel importante na conquista do Mundial 2010

CARL RECINE

Continua a ser, aos 32 anos e após 151 internacionalizações, 13 golos e quatro presenças em Mundiais e Europeus (a caminho da quinta), uma das figuras indispensáveis nos comandados de Julen Lopetegui.

Aos 32 anos, é um dos líderes do balneário de "La Roja"

Aos 32 anos, é um dos líderes do balneário de "La Roja"

Sergio Perez

Autor: André de Jesus