Príncipes sauditas com um toque latino

Apesar de partir com o estatuto de um dos maiores outsiders deste campeonato do mundo, a Arábia Saudita garantiu, com o apuramento para o Mundial da Rússia, o fim de um jejum de presenças que durava há 12 anos. Sob o leme de um espanhol, os "Falcões Verdes" procuram um lugar ao sol neste Mundial.

O CALENDÁRIO

A equipa saudita vai ter honras de abertura do Mundial, quando defrontar a anfitriã Rússia, a 14 de junho. Joga depois no dia 20 com o Uruguai e cinco dias mais tarde frente ao Egito.

Apesar de ser a seleção com o pior ranking FIFA entre os 32 participantes (ocupa o 70.º lugar), sob o comando técnico do espanhol Juan Antonio Pizzi, que conquistou a Copa América pelo Chile em 2016, a Arábia Saudita espera atingir outro patamar.

Pizzi chegou ao comando técnico da Arábia Saudita em novembro de 2017

Pizzi chegou ao comando técnico da Arábia Saudita em novembro de 2017

Francois Lenoir

O HISTÓRICO

Em quatro presenças em Mundiais, o melhor que os "Falcões Verdes" conseguiram foi chegar aos oitavos de final nos EUA'94.

No Mundial 1994, os sauditas somaram duas vitórias na fase de grupos e só caíram nos oitavos, frente à Suécia

No Mundial 1994, os sauditas somaram duas vitórias na fase de grupos e só caíram nos oitavos, frente à Suécia

Damian Dovarganes

Nas restantes participações, a Arábia Saudita nunca foi além da fase de grupos mas figura numa lista em que nenhuma seleção quereria estar: sofreu, em 2002, uma das maiores goleadas de sempre da história dos campeonatos do mundo - 8-0, aos pés da Alemanha.

A 1 de junho de 2002, os germânicos atropelaram os sauditas. 8-0, com hat-trick de Miroslav Klose

A 1 de junho de 2002, os germânicos atropelaram os sauditas. 8-0, com hat-trick de Miroslav Klose

Michael Dalder

A FIGURA - MOHAMMAD AL-SAHLAWI

Numa seleção repleta de nomes desconhecidos da maioria dos adeptos de futebol, destaca-se um nome: Mohammad Al-Sahlawi.

Faisal Nasser

O ponta de lança de 31 anos, que atua no Al Nassr, do campeonato local, é o principal rosto do ataque saudita. Logrou também a proeza de, com 16 golos, ser um dos melhores marcadores entre todas as zonas de qualificação.

Sakchai Lalit

Autor: André de Jesus